Logística para Entregas de Final de Ano

1. Indisponibilidade de veículo: neste ponto, o que se percebe é a lei da oferta e da procura, ou seja, com o aumento da oferta de cargas, a disponibilidade de veículos no mercado diminui, e o embarcador paga mais caro para contratar uma empresa de transporte ou caminhoneiro autônomo (quando consegue).

2. Atraso na entrega: fato provocado por inúmeros fatores, tais como: demora no embarque do pedido, congestionamentos, restrições de trânsito, aumento do número de acidentes, alterações na logística do transportador, entre outros motivos. Todos esses eventos são típicos do período e podem ocasionar atrasos, prejudicando o relacionamento com o cliente.

3. Entrega não realizada: um pedido não entregue nesta época do ano pode acontecer devido à indisponibilidade de transporte, clientes com estabelecimento fechado, agravantes em ocorrências de entrega (faltas, inversões e avarias), entre outros episódios que causam transtornos e custos adicionais, como armazenagem, reentrega e devolução.

Esses são alguns exemplos de situações críticas criadas a partir da ausência de planejamento em um período que exige maior controle e proatividade do gestor de logística.

Para auxiliar os embarcadores nesse sentido, relacionamos a seguir algumas ações que podem ser tomadas com o objetivo de se planejar para atender as características de entrega dos clientes, mesmo com a alta sazonal no volume de cargas:

1. PREVISIBILIDADE

A capacidade de identificar antecipadamente as potenciais mudanças no cenário em que está inserida é fundamental para a empresa se preparar para enfrentá-las. Os impactos causados pela variação de demanda passam a ser mais facilmente previstos e, portanto, passíveis de serem planejados, a partir do momento em que se busca, de forma prévia, cercar-se de informações junto aos integrantes da cadeia de suprimentos.

Isso significa que, para o correto dimensionamento da logística de transporte é necessário conhecer qual será o incremento no volume transportado, quais clientes terão alteração na janela de recebimento, quais transportadoras terão sua operação modificada, entre outros elementos que permitam ações planejadas.

2. PLANO DE CONTINGÊNCIA

De posse do maior número de informações possível, é preciso qualificá-las e levantar os pontos críticos da operação, estabelecendo um plano de contingência para atuar com proatividade e eficiência nas demandas mais urgentes. Por exemplo, em relação às transportadoras que terão sua estrutura de atendimento alterada, procure definir uma empresa substituta para suprir essa carência durante o período. Desse modo, o cliente não será prejudicado por uma entrega atrasada ou não realizada.

3. ALINHAMENTO INTERNO

Como se sabe, a logística interage com todas as áreas da empresa, assim como suas decisões causam efeito na companhia como um todo.

No que se refere ao atendimento das entregas de final de ano, o departamento comercial é o principal fornecedor do departamento logístico em relação às informações que irão determinar o planejamento da operação, entre elas: programação de clientes, volume de vendas, antecipação de pedidos e demais condições que podem exigir uma mudança na estratégia. Portanto, o alinhamento interno é um fator essencial para garantir a eficácia do processo de transporte e distribuição.

4. INTEGRAÇÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS

Com um conceito similar ao alinhamento interno, porém muito mais abrangente, a integração da cadeia de suprimentos compreende todo o processo logístico de determinado bem ou serviço, desde o momento da sua fabricação até a entrega ao cliente.

Sendo assim, as informações decisivas para o planejamento do embarcador neste final de ano precisam ser compartilhadas entre todos os membros da rede de abastecimento – neste caso, empresa, transportador e clientes – visando o gerenciando da operação logística de modo integrado e eficaz.

5. COMUNICAÇÃO

Se você observar, o termo usado em todos os pontos deste artigo como elemento-chave para a implementação de um planejamento logístico para as entregas de final de ano foi INFORMAÇÃO.

De fato, a informação de qualidade, coletada previamente e vinda de fontes seguras é o ponto de partida para traçar uma estratégia de sucesso.

Contudo, as decisões tomadas a partir de um conjunto de dados precisam ser devidamente comunicadas a todos os envolvidos, internos e externos. Ou seja, na prática, de nada adianta saber que determinado cliente estará com seu estabelecimento fechado a partir do dia 15 de dezembro, por exemplo, e não comunicar ao setor de logística, ao operador logístico e ao transportador.

Nesse sentido, o planejamento passa pela coleta e análise de informações relevantes de maneira prévia e estruturada, para que as ações sejam orientadas com base na integração, compartilhamento e comunicação entre todos os integrantes da cadeia de suprimentos.

E você, já planejou sua operação logística para as entregas deste final de ano?

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