Indústria do presente: por que é preciso pensar em logística reversa?

A produção industrial brasileira segue ritmo estável em 2019. Com algumas oscilações para mais ou para menos, a participação do setor no PIB (Produto Interno Bruto) se aproxima dos 22%, de acordo com dados do IBGE. São mais produtos no mercado, mais insumos circulando entre as indústrias e, por consequência, mais embalagens. O Brasil tem a quinta maior indústria de embalagens do mundo e, somente em 2018, o segmento movimentou R$ 78,5 bilhões, segundo a ABRE – Associação Brasileira de Embalagem. Plásticos, embalagens feitas com celulose e com metal representam a maior fatia desse mercado: 90% do total.

Se por um lado, o segmento movimenta a economia, gerando renda e empregos, por outro, demanda um compromisso cada vez maior com a sustentabilidade e o meio ambiente. Programas de logística reversa já fazem parte da estratégia de muitas empresas, mas o caminho ainda tem desafios. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o índice de recuperação de resíduos plásticos em 2017 ficou em 8,2%. O dado refere-se a todos os materiais plásticos coletados, não somente embalagens.

O que falta para consolidar a logística reversa?

Medidas públicas, sensibilização da população e esforços de toda a sociedade para estruturar e fiscalizar a destinação de resíduos. Para Mauricy Kawano, coordenador de Sustentabilidade do Sistema Fiep, “é preciso estabelecer a responsabilidade de cada um na cadeia da logística reversa. Entender até o papel da indústria na retirada de resíduos nos pontos de coleta e de que forma o comércio, o distribuidor e o consumidor devem fazer o descarte”.

Cabe ressaltar que, mais do que um assunto ambiental, a logística reversa é obrigatória. De acordo com a Lei nº 12.305/2010, “fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e o poder público possuem responsabilidade compartilhada pelos resíduos resultantes do pós-consumo dos produtos”. No Paraná, a estruturação da logística reversa iniciou em 2012, a partir da convocação de setores empresariais do estado pelo Edital de Chamamento 01/2012 da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Sema). “Desde a publicação desse Edital, o Sistema Fiep vem articulando ações com o objetivo de apoiar a indústria paranaense na organização dos sistemas de logística reversa e, assim, contribuir para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, destaca Kawano.

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Uma dessas iniciativas foi a criação do InPAR (Instituto Paranaense de Reciclagem), em 2017. O instituto reúne representantes sindicais da indústria paranaense para disseminar a cultura da logística reversa no estado. “Para difundir informações relacionadas ao tema e envolver o maior número de indústrias possível nesse processo, o InPAR, além dos projetos desenvolvidos no Paraná, participa da Coalizão Empresarial, que reúne 17 associações brasileiras e que tem o objetivo de ajudar as empresas a cumprir o Acordo Setorial de Embalagens em Geral”, explica Rommel Barion, presidente do InPAR.

Transformação social

A coleta e o tratamento de resíduos recicláveis têm papel de transformação social. Além de reduzirem os impactos ambientais, retirando do espaço comum materiais que podem ser reaproveitados na cadeia produtiva, promovem a geração de trabalho e renda com a inclusão social. Em agosto, o InPAR efetivou a concessão de equipamentos para a Associação de Coletores e Recicladores da Ilha de Valadares – Nova Esperança – em Paranaguá. Foram cedidos uma esteira para a separação de resíduos e conjuntos de carrinhos com big bag, que permitirão o incremento da produtividade da associação, além de garantir melhores condições de trabalho para os catadores.

O Ilog (Instituto de Logística Reversa) também vem ampliando as ações de logística reversa com foco nos catadores. “Este ano estamos abrangendo novas áreas, como coleta de cápsulas de café e uso dos rejeitos triados em cooperativas como material energético. Também estamos buscando maior formalização do processo, de modo a garantir e rastrear os dados que são coletados”, diz o presidente do Ilog (Instituto de Logística Reversa), Nilo Cini Junior.

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